Se tem algo elegante, é a sutileza. Sabe àquele mistério da beleza ordenada. Àquela assimetria estranha do caos que os olhos precisam rastrear para identificar alguma conexão, alguma ordem e algum movimento quieto e silencioso.
Para se constelar, precisamos viver e entender a sutiliza. Aprender à percebe-la. Reconhece-la em meio à tantas informações grosseiras, densas e robustas. Por isso, quando olhamos para um campo, não entendemos o que se passa ali. É por conta da sutileza.
No meio da desordem há sempre uma sutileza aguardando ser percebida. Assim são as constelações.
A sutileza está na simplicidade misturada com a humanidade. Sem heroísmos e sem propagandas. Costumo dizer que a sutileza só é percebível para quem já não necessita mais ser visto. É para quem já está mais para ver.
A sutileza caminha devagar e sem pressa de vivenciar a eternidade. Ela reside no espírito e não na alma. Pois em geral ela se revela em jardins pouco visitados.
A sutileza é o fio de seda da ternura. São nossas inclinações virtuosas e gentis de maturidade com a vida que percebemos a delicadeza.
Sutileza é quando você chega e só percebem quando você não mais está.
Sutileza é a vida, que assim como você: chega, aproveita e depois vai embora…
Quem viu, viu…